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Gabriela DawsonBeauty Concept
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Procedimento

Rinomodelação

Rinomodelação é o uso de preenchedor para corrigir contorno do dorso nasal, projetar a ponta ou disfarçar irregularidades, sem cirurgia. Não reduz o nariz: ela redesenha o perfil acrescentando volume em pontos específicos. É o procedimento facial com maior risco vascular, e por isso exige critério de indicação.

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Para quem é indicado

  • Giba dorsal discreta, que pode ser disfarçada elevando os pontos adjacentes
  • Ponta nasal com pouca projeção ou caída, quando há suporte suficiente
  • Dorso com irregularidade leve, incluindo pequenas depressões pós-cirúrgicas
  • Assimetria discreta de dorso, perceptível no perfil
  • Ângulo nasolabial fechado, quando a correção pequena melhora o conjunto do terço médio

Para quem não é indicado

Estas situações contraindicam o procedimento ou exigem avaliação e conduta prévias. A verificação é feita na consulta.

  • Gestantes e lactantes
  • Nariz que a pessoa quer diminuir — o preenchedor só acrescenta volume
  • Rinoplastia prévia com alteração importante de vascularização ou com cicatriz extensa
  • Obstrução nasal ou queixa funcional, que é de avaliação otorrinolaringológica
  • Infecção ativa, acne inflamatória em atividade no dorso ou lesão de pele na região
  • Pele muito fina, em que qualquer irregularidade de produto fica aparente
  • Quem não teria condição de retornar rapidamente à clínica em caso de intercorrência

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Como o procedimento é executado

A aplicação usa produto de alta coesividade em quantidades pequenas, depositado no plano supraperiosteal ou supracondral — o mais profundo possível, encostado no osso ou na cartilagem, onde o risco vascular é menor. A injeção é retrógrada, lenta e na linha média sempre que possível, porque os vasos principais correm lateralmente. O volume total costuma ser bem menor do que as pessoas imaginam.

Este é o procedimento em que a conversa sobre risco não é um item de rodapé. Ela é a primeira parte da consulta, e em uma parte dos casos ela termina com a recomendação de não fazer.

Por que o nariz concentra as complicações graves

A região tem uma combinação desfavorável: vascularização rica, vasos de calibre pequeno em plano superficial e — o ponto decisivo — comunicação entre as artérias faciais e a circulação da órbita. Produto injetado sob pressão dentro de um vaso pode percorrer esse caminho no sentido inverso e alcançar a artéria central da retina.

Some-se a isso que a pele do dorso e da ponta tem circulação terminal, com pouca rede alternativa. Quando o fluxo é interrompido ali, não há de onde compensar.

Daí decorrem as regras técnicas, que não são preferência de estilo:

  • Plano profundo, encostado no osso ou na cartilagem, onde os vasos principais não estão.
  • Linha média sempre que possível, porque a vascularização corre lateralmente.
  • Volumes muito pequenos por ponto, com injeção retrógrada e lenta — pressão alta é o que empurra produto para dentro do sistema arterial.
  • Hialuronidase em sala, em quantidade suficiente para uma reversão de urgência, não uma ampola simbólica.

O que o preenchedor faz com o perfil

Preenchedor acrescenta. Nunca retira. Isso significa que a correção de uma giba não é o rebaixamento dela — é a elevação do que está antes e depois, deixando o dorso mais retilíneo. Funciona bem quando a giba é discreta. Quando é grande, a quantidade de produto necessária para "empatar" o dorso deixa o nariz maior e mais largo, e o resultado frustra em duas frentes ao mesmo tempo.

O mesmo raciocínio vale para a ponta: dá para projetar e rotacionar dentro de limites, desde que exista suporte estrutural. Ponta sem suporte com produto por cima tende a cair mais, não menos.

A conversa sobre ordem, quando cirurgia está no horizonte

Preenchimentos sucessivos modificam o plano tecidual e podem tornar uma rinoplastia futura mais difícil, além de exigirem remoção prévia do produto. Para quem já cogita operar, muitas vezes a melhor conduta é não preencher e esperar — e isso precisa ser dito, mesmo quando a pessoa chegou decidida a fazer.

Produtos e ativos utilizados

  • Ácido hialurônico reticulado de alta coesividade, indicado para dorso nasal
  • Anestésico tópico
  • Hialuronidase disponível em sala, em quantidade suficiente para reversão de urgência

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O que esperar da sessão

Duração da sessão
30 a 45 minutos
Duração do resultado
12 a 18 meses, com variação conforme o produto e a região aplicada

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Recuperação, dia a dia

D0
Edema discreto e possível vermelhidão. É orientado não usar óculos de apoio no dorso e não pressionar a região. Qualquer dor que aumente, palidez ou mudança de cor da pele exige contato imediato.
D1 a D3
Edema em redução. Evitar exercício intenso, calor local e manipulação da região. Atenção a sinais de alerta permanece nesse período.
D7
Edema resolvido na maior parte dos casos. O contorno já se aproxima do resultado, embora pequenas acomodações ainda ocorram.
D30
Reavaliação. O produto está acomodado e é quando se define se há indicação de ajuste, que costuma ser de volume muito pequeno.

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Riscos, limitações e possíveis complicações

Todo procedimento com agulha ou cânula tem risco. Conhecer cada um deles, saber reconhecê-lo cedo e ter protocolo de manejo é parte do que se contrata em uma avaliação.

Oclusão vascular e risco de cegueira
É o risco central deste procedimento e o motivo de ele exigir mais critério do que qualquer outro preenchimento facial. As artérias da região se comunicam com a circulação da órbita, e produto injetado sob pressão dentro de um vaso pode alcançar a artéria central da retina, causando perda visual, além de necrose de pele do dorso e da ponta. Os sinais de alerta são dor desproporcional, palidez, alteração de cor da pele e qualquer queixa visual, e exigem retorno imediato.
Necrose de pele do dorso ou da ponta nasal
Consequência de comprometimento vascular, com evolução em horas a dias. Começa com palidez, evolui para coloração arroxeada em rede e pode chegar a perda de tecido, deixando cicatriz. Reconhecimento precoce e aplicação de hialuronidase mudam completamente o desfecho.
Alargamento do nariz
Como o preenchedor só acrescenta volume, aplicação excessiva ou mal posicionada deixa o nariz mais largo na visão frontal enquanto melhora o perfil. É a queixa mais comum de resultado insatisfatório e vem de tentar corrigir com produto o que precisaria de redução.
Migração e irregularidade visível
Produto de baixa coesividade ou aplicado superficialmente pode se deslocar ao longo do tempo, formando contorno visível sob a pele fina do dorso. É corrigível com hialuronidase.
Infecção e formação de biofilme
O nariz tem colonização bacteriana própria e proximidade com as vias aéreas, o que aumenta o risco em comparação com outras regiões da face. Infecção tardia associada a biofilme exige tratamento específico e, em geral, remoção do produto.
Comprometimento de cirurgia futura
Preenchimento repetido altera o plano tecidual e pode dificultar uma rinoplastia posterior. Quem já considera cirurgia deve conversar sobre isso antes, porque a ordem dos procedimentos importa.

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O que muda e o que não muda

O que se busca é um perfil mais harmônico: dorso mais retilíneo, ponta com projeção adequada e ângulos mais equilibrados com o restante da face. O efeito é imediato no contorno e se define em cerca de sete dias, quando o edema regride. A melhora é de perfil, e a visão frontal muda pouco.

O que este procedimento não resolve

A rinomodelação não reduz o nariz, não estreita a base, não corrige desvio de septo e não trata dificuldade de respirar. Giba grande, assimetria estrutural e ponta muito volumosa continuam sendo indicação de rinoplastia. Quando a queixa é tamanho, o preenchedor é o procedimento errado — e insistir nele agrava o motivo da queixa.

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Preço

O volume usado é pequeno, mas o valor não acompanha só a quantidade: acompanha a exigência técnica da região e a estrutura de segurança necessária para atender uma intercorrência. Comparar preço de rinomodelação por mililitro, como se fosse qualquer preenchimento, é o caminho mais curto para escolher pelo critério errado.

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Dúvidas frequentes

Dá para diminuir meu nariz com preenchimento?

Não. O preenchedor só acrescenta volume. Ele melhora o perfil ao equilibrar pontos altos e baixos do dorso, o que pode dar a impressão de um nariz mais fino de lado — mas de frente, aplicação excessiva alarga. Quem quer redução tem indicação de rinoplastia.

É verdade que pode cegar?

É um risco real, raro e descrito na literatura. As artérias da região se comunicam com a circulação do olho, e produto injetado dentro de um vaso pode alcançá-la. É por isso que a técnica usa plano profundo, volumes pequenos e injeção lenta, e por que hialuronidase fica disponível em sala.

Quanto tempo dura?

De 12 a 18 meses em geral. O dorso nasal tem pouca movimentação, o que costuma fazer o produto durar mais do que em regiões de muito movimento.

Dói?

Usa-se anestésico tópico e a região é sensível, mas o procedimento é curto. O relato mais comum é de pressão durante a aplicação, não de dor intensa.

Dá para desfazer?

Sim, com hialuronidase, que dissolve o ácido hialurônico. É também o que se usa em urgência, no caso de comprometimento vascular.

Posso fazer se já fiz rinoplastia?

Depende. Cirurgia prévia altera a vascularização e o plano tecidual, o que aumenta o risco. Não é contraindicação absoluta, mas exige avaliação criteriosa e conhecimento do que foi feito na cirurgia.

Posso usar óculos depois?

É orientado evitar óculos que apoiem sobre o dorso nos primeiros dias, para não deslocar o produto enquanto ele se acomoda.

E se eu quiser operar depois?

Converse sobre isso antes de aplicar. Preenchimentos repetidos alteram o plano tecidual e podem dificultar uma rinoplastia futura. Quando a cirurgia já está no horizonte, muitas vezes o melhor é não preencher.

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Revisão técnica de Dra. Gabriela Dawson · atualizado em

A indicação, a técnica e a quantidade de produto são definidas na avaliação presencial. O procedimento pode ser realizado no mesmo dia, quando a avaliação indicar.